domingo, 17 de maio de 2009
Resposta ao meu companheiro andré
Muita gente escreve em blogs atualmente, quase todas sobre si. Por isso, meu primeiro post será desavergonhadamente sobre quem é Pedro Hollanda. Inspirado no post mais recente do meu grande amigo André Bacil, eu vou seguir a máxima de Rob Fleming: "Não é sobre quem é você, masi sim do que você gosta". Apesar de eu não concordar muito com essa máxima, aí vão minhas preferências:
1) Música: Elvis Costello
Eu devo admitir uma incrível tietagem que eu tenho por este senhor inglês, especialmente pelo disco de estréia dele, "My Aim Is True", de 1977. Este é, sem sombra de dúvida, meu disco preferido e minha principal influência como compositor. Sim, eu componho, mas este post não é sobre quem eu sou. Elvis demostrou durante toda sua carreira um domínio excepcional da língua e da música pop em geral, pois ele fez alguns dos melhores discos de puro pop desde os Beatles. Tanto que, quando a revista Rolling Stone fez a sua lista dos 100 maiores artistas da história do rock, Elvis estava na lista como um dos imortais e como um dos autores convidados. Foi ele quem teve a honra de escrever o texto sobre os Beatles que, en passant, é um ensaio muito bem escrito sobre um grupo único.
Em um artigo sobre Elvis na revista Piauí, o artista reduz todo o processo de composição pop ao seguinte:
"Para compor canções, há uns cinco assuntos: Eu deixei você; Você me deixou; Eu quero você; Você não me quer; Acredito em alguma coisa. Cinco temas e doze notas. Mesmo assim, nós músicos até que nos saímos muito bem."
(Piauí 10/julho 2007)
Desde sua estréia, Elvis sempre demonstrou um conhecimento sobre as relações humanas que faz um paralelo como nosso grande Chico Buarque. Preciso dizer mais?
2) Cinema: Stanley Kubrick
Concordo com o meu amigo André em dar destaque a este senhor. Eu cresci na mesma casa que um tio cinéfilo, então eu fui exposto a filmes clássicos desde que me lembro (algo nem sempre bom, visto que eu assisti "O exorcista" pela primeira vez aos 5 anos de idade). Só que eu descobri Kubrick quando ele morreu. Eu conhecia alguns de seus filmes, como "Nascido para Matar" e "Spartacus", que eu achava sensacionais, mas quando eu vi "2001: Uma Odisséia no Espaço", minha vida mudou. Não me lembro quem me mostrou esse filme primeiro, mas eu sei que chorei de arrebatamento ao vê-lo pela primeira vez. Nenhum cineasta chega perto dele, pois ele criou filmes clássicos em diversos gêneros. "2001" é o filme definitivo de espaço. "Laranja Mecânica" é a ficção futurista mais influente da história do cinema. "Dr. Fantástico" é um dos filmes mais engraçados da história, sem falar que é uma das mais ácidas críticas à Guerra Fria e que foi o melhor filme de Peter Sellers. "O Grande Golpe" é um dos melhores filmes de assalto de todos os tempos. "O iluminado" é um dos filmes de terror mais desconcertantes da história. "Spartacus", "Nascido para Matar", "Lolita"... o cara só fez clássico.
Só que "2001" é sem dúvida o melhor
3) Literatura: James Joyce
O cara transformou o cotidiano em épico, para mostrar como épicos são besteira. Ele abre um de seus romances com impressões de consciência de um bebê. Ele escreveu o livro mais denso e difícil de traduzir da história, de tantos trocadilhos e truques linguísticos que ele coloca em seu texto. Ele é o Deus da literatura moderna, junto com Proust. Seu maior clássico, "Ulisses", inspirou fãs de todo o mundo a peregrinar no dia 16 de junho (aniversário do meu irmão mais velho, by the way) para Dublin e seguir os passos de Leopold Bloom no seu épico dia comum.
Eu não me atrevo a escrever mais do que isso porque qualquer coisa que eu escreva será fichinha perto da obra em si. Para aqueles que quiserem ler Joyce, comecem por sua coletânea de contos, "Dublinenses".
acho que por agora é só.
Estou ouvindo:
Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix (2009)
Wilco – Wilco (The Album) (2009)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário